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Quando era criança, os meus sonhos mais exultantes eram sobre voar — não numa máquina qualquer, mas por mim próprio. Eu saltava ou pulava, e lentamente conseguia elevar a minha trajectória. Voltar ao chão demorava cada vez mais tempo. Em breve descrevia um arco tão alto que não voltava ao chão. Pousava como uma gárgula num nicho perto do topo de um arranha-céus, ou aterrava gentilmente sobre uma nuvem. O Ponto Azul-Claro |
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