Numa perspectiva contemporânea, a joalharia retoma o seu lugar numa via conceptual, firmada numa pós-modernidade, onde os materiais/ideias encontrados, pobres ou nobres (é o mesmo), provêm da matéria que compõe e enforma um pensamento/estar/percurso, em que o autor já não “autor” rejeita valores estéticos ou valores cimentados.

Destruindo o conceito de criador (eleito), e a arte entendida como fenómeno à parte com um lugar reservado ao público, sempre à distância e apático, acontece, a libertação dessa realidade-por-pedaços reconstruídos pelo sempre fictício criador, substituída pela realidade-ela-própria; A duplicidade arte/vida, pela vida.

Neste quadro, investir contra a cumplicidade indústria-público exige uma intervenção/comunicação novas; E consequentemente, a destruição da equivalência jóia, objecto de valor....

Cristina Prior & Ezequiel Nunes, in “Estados Materiais

E consequentemente, a destruição da equivalência jóia, objecto de valor....

arranjo gráfico: Ezequiel Nunes

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música: Carlos César Pacheco